A vida árdua de uma diarista que perdeu o único sustento para viver, e ajudar a sustentar filha e três netos:”A gente vai vivendo conforme Deus quer”

A vida árdua para quem vive com dificuldades, e ainda é dispensada do trabalho.

A vida de quem perdeu tudo devido à pandemia, e vive uma vida com dificuldades, e a ajuda do estado continua sob análise, entenda o caso dessa mulher. A dona Maria Aparecida Brito, é diarista e antes da pandemia em março, ela trabalhava em pelo menos 10 casas como faxineira.

“Trabalhava de segunda a sábado, e por cada dia tirava uma média de 150 reais”.

Residente no Alto Vera Cruz, numa comunidade pobre da Região leste de BH, ela divide o seu lar com uma das suas três filhas, que também trabalhava com Van escolar. Além da filha, também tem três netos a viver com ambas dos quatro aos dez anos.

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Com a pandemia, as escolas também foram encerradas, e a filha perdeu também o trabalho, então estão todos em casa, que não é tarefa fácil. Com o avançar da pandemia, Maria Aparecida acabou sendo dispensada de todas as casas, onde trabalhava como diarista, dando um corte total no rendimento.

E não ficando por aí, a filha que é mãe solteira, também ficou sem trabalho, devido à escola estar fechada. Os filhos estão sem casa, sem estudar. Infelizmente, as crianças nem aula online, podem frequentar, ou outro qualquer tipo de material didático oferecido pela unidade escolar da educação. Mas até ao momento não há qualquer previsão da retomada das aulas.

“E com internet? A gente não tem condição de pagar pelo serviço. Virou complicado. E como a gente faz, para manter três crianças ocupadas dentro de casa, porque nós temos que ir na luta para colocar o pão na mesa todo o dia!Virou um caos”, conta Maria de 50 anos, diabética.

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Segundo a diarista, as saídas para a rua são minimas. Apenas as que surgem, é para realizar alguns bicos e fazer uma compras. “Além disso o preço das coisas subiu, né? Luz, gás. Não tem como fazer face à internet, não tem como pagar. Minha neta ainda brinca de boneca, sozinha, descansada. Mas os meninos, não ficam quietos. Eu não posso deixar que eles vão para a rua brincar, com essa doença aí”, continua a avó.

A família, conseguiu obter uma cesta básica, por parte da prefeitura, mas até ao momento continua a aguardar o auxílio emergencial de 600 reais. Que até ao momento continua em “análise”, conta a diarista.

A mulher, tem ainda mais duas filhas, mas estão casadas e vivem nas suas próprias casas. E uma das outras filhas, também é mãe de cinco filhos, o último apenas com dias de vida.

“A gente se vai virando conforme dá. E conforme Deus quer, e ajuda né?”, finaliza.

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Escrito por Carla Sofia

Sou especialista em Receitas, dicas e saúde! Gosto sempre de estar atualizada de novas receitas e formas medicinais!