Cemitério na França amanhece com pichações de suástica nazista e gera manifestações

Atualmente, a França é o país com a maior população judia da europa. No país, apesar disso, o antissemitismo, ou seja, o ódio a judeus, nunca foi inteiramente erradicado.

Milhares de pessoas tomaram as ruas em Paris para manifestar repúdio ao antissemitismo que tem ganhado força na região. Judeus e não judeus, crianças, idosos, adultos, jovens, religiosos e ateus se uniram em silêncio, na maior parte do tempo, na praça República, em Paris.

A manifestação foi convocada por mais de 20 partidos políticos diferentes e foi conduzida sob o lema de “Já Basta”. A manifestação aconteceu logo depois que 96 túmulos judeus foram vandalizados com pichações nazistas.

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Atualmente, a França é o país com a maior população judia da europa. No país, apesar disso, o antissemitismo, ou seja, o ódio a judeus, nunca foi inteiramente erradicado.

Nos últimos meses, no entanto, as manifestações de ódio a judeus tem ganhado força e se intensificado na região, gerando proporcionalmente manifestações de repúdio a isso.

Foram inúmeros os casos, além dos túmulos profanados, o retrato de Simone Veil, sobrevivente do Holocausto, também foi pichada; um monumento a Ilan Halimi, jovem francês judeu que foi torturado e morto em 2006, também foi depredado.
As demostrações de ódio acontecem com alguma frequência, recentemente o escritor Alain Finkielkraut foi perseguido por alguns coletes amarelos, membros de uma manifestação sem ideologia ou religião, para se ter ideia. São diversas manifestações de antissemitismo ao redor do país e nem a capital escapa.

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Aos 75 anos, Évelyne Cariglio, que marchava na manifestação em repúdio ao antissemitismo, conta que tem medo. “Meu temor, aos 75 anos, é que seja forçada a ir embora. A França é o meu país. Temo pelos meus netos. “Toda vez que há uma crise econômica, o antissemitismo aumenta, como em 1929”, afirmou.

“Irmos embora? Nós somos francesas! Quando expulsaram os judeus da Espanha, a Espanha afundou. Se deixarem a França, a França ficará mal”, declarou Myriam Groch, que nasceu em 1937, e viu a mãe sendo vítima da ocupação nazista.

“Desde janeiro de 2018, um clima preocupante de ansiedade se instalou [na França]. Além do antissemitismo islamista, testemunhamos o ressurgimento da extrema direita identitária virulenta que não hesita em passar à ação”, declarou ao jornal Le Monde, Frédéric Potier, delegado interministerial contra o racismo, o antissemitismo e o ódio anti-LGBT.


Escrito por Carla Juliana

Redatora no site noticiaviva.com. Apaixonada por gatos. Uma pessoa simples e muito bem humorada. Contato: [email protected]