Mãe desabafa; “Não consegui evitar que minha filha de 14 anos tirasse a sua própria vida”

Se você está passando por algo semelhante ou conhece alguém que precise de ajuda, disque 188 – Centro de Valorização da Vida

Ela era um doce de menina, Ana Luísa era doce, aos 14 anos, estava quase se formando em Moda e tinha planos de se casar. Ela tinha vontade de viver, mas não conseguia, sentia angustia, dor ma alma e de repente passou a apresentar palpitação do peito e desmaios. Nas últimas semanas que viveu, a insonia fazia com que ela não soubesse mais o que era noite e o que era dia.

Ela recusava tomar remédio para ativar o sono, só para não ter pesadelos. A mãe de Ana, é produtora de eventos Ana Rosa Augusto, de 52 anos de idade, afirma que de tudo tentou para ajudar a filha; dormia com ela, dava carinho, procurou psicólogos, tratamento com psiquiatras e nunca a deixava sozinha. “Quando eu ia trabalhar, ela ia comigo. Se era dia de evento, a deixava com a avó. No último dia de vida de minha filha, pedi que ajudasse a avó a cuidar do meu sobrinho, de quem Ana Luísa era muito próxima. Ela foi. E não voltou mais”. Desabafa em lágrimas dona Ana Rosa.

Passado alguns meses a mãe da jovem de 24 anos consegue falar em entrevista e diz: “Foi a pior dor de minha vida, vi minha filha se formar, mas não a vi exercer a profissão que escolheu, os médicos passavam as medicações, ela tomava direitinho, mas nada fazia efeito, então troquei de médicos, esse novo especialista, conquistou a confiança dela e então ela se abriu e contou o que tanto a amargurava.”

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Minha filha foi abusada sexualmente aos dez anos de idade, na escola particular onde estudava, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ela revelou isso à psicóloga e pediu para que a especialista contasse a mim e ao pai dela, era um rapaz seis meses mais velho que ela.”  A mãe conta que só então entendeu por que a filha relutava para não ir a aula de educação física, na época.

Um dia, ela me disse que um coleguinha do colégio comentou que meninos não gostam de meninas que usam roupas largas. Por isso, ela passou a usar. Não queria ser notada. Com o tempo, vieram roupas pretas, os cabelos descoloridos, uma tentativa de apagar a imagem daquela garotinha de dez anos. Ana Luísa passou a vida fugindo de si mesma.‘ Recordou.

“O gatilho para que a lembrança viesse à tona foi o namoro. Ela conheceu um rapaz, que cuidava e se preocupava muito com ela, e passou a lembrar dos momentos sombrios.”“Em filmes, quando havia cenas de abuso, ela chorava e gritava. Se automutilação, cortava braços e pernas. Fazia cortes tão profundos que precisava levar pontos, na maioria das vezes. Fazia isso para aliviar a dor que sentia.”

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Ela continua contando que a filha tentou contra a sua própria vida duas vezes, e não a deixava sozinha por motivo nenhum, chegando a levar consigo ao trabalho algumas vezes. No dia que morreu, ela  a deixou na porta da casa da avó e seguiu para o trabalho. a noitinha recebe ama ligação do marido dizendo que passou para pegar a filha, mas ela não estava e inclusive a sua sogra não tinha visto a neta naquele dia.

 

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Escrito por Notícia Viva