O desespero de quem perdeu o emprego em tempo de pandemia, mãe pede ajuda em semáforo:”Faço faxina.Tenho boas referências. Sou uma mãe desesperada”

A diarista tem 50 anos, em janeiro, ela regressou para Forquilhinha, uma cidade vizinha de Criciúma. Mas infelizmente, devido à pandemia, ela acabou por ficar sem emprego, e encontrou no semáforo a oportunidade de continuar a sobreviver.

“Existe muitas pessoas que dizem”ai que vergonha”. Mas nesse caso não é vergonha. Eu sentiria vergonha de mim mesma, se não tivesse ido à luta. Então fica o meu conselho para todos, lutem, arrisquem, tentem corram atrás vale a pena. Vergonha é roubar, tudo que vocês fizerem para ajudar a família, vale a pena”, afirma Lúcia.

A primeira ajuda que Ana recebeu, foi da Cruz Vermelha, que de imediato doou uma cesta básica. Logo após, amigas se juntaram em grupo e também prestaram ajuda.”A gente se mobilizou, todos juntos para conseguirmos arrecadar coisas doadas e tal.Alguns deram dinheiro, outros alimentos”, disse o empresário Jorge Cardoso.

Mas a boa notícia ainda estava para chegar. Na passada quinta-feira(21), a mulher recebeu uma notícia excelente: uma pessoa marcou uma entrevista de trabalho com ela, para ser contratada como faxineira fixa.

A entrevista irá acontecer na próxima semana, porque ela precisa ainda de cumprir com a agenda das faxinas diárias, que conseguiu nessa semana. Depois de passar por essa experiência, ela deixou um recado para outras mulheres que vivem na mesma situação dela:

“Para todas as mães, guerreiras que estão passando dificuldades, para colocar o alimento na mesa, tenham fé em Deus, porque vocês também vão conseguir. Corram atrás, lutem, vocês têm força, vocês são guerreiras, vocês são mulheres”, finaliza.

 

 

 

Escrito por Carla Sofia

Sou especialista em Receitas, dicas e saúde! Gosto sempre de estar atualizada de novas receitas e formas medicinais!